Em resumo

Neste domingo, vinte e dois de março de dois mil e vinte e seis, o BTG Pactual (BPAC11) confirmou ter sido alvo de um ataque hacker que comprometeu suas operações via Pix. O incidente, que começou a ser monitorado pelo Banco Central do Brasil (BC) nas primeiras horas da manhã, resultou na suspensão temporária do serviço e em um prejuízo que ainda tenta ser integralmente recuperado pela instituição financeira.

O rastro do desvio nas reservas do Banco Central

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Diferente de fraudes comuns que visam o saldo de pessoas físicas, o ataque deste domingo mirou a conta de liquidação que o BTG Pactual mantém junto ao Banco Central. Segundo fontes ligadas à investigação, o alerta emitido pelo órgão regulador ocorreu por volta das seis horas da manhã, após a identificação de um fluxo de transações fora dos padrões de conformidade.

Relatos iniciais indicam que os criminosos tentaram desviar cerca de cem milhões de reais. Graças à atuação conjunta entre a equipe de segurança cibernética do banco e o monitoramento do Banco Central, a maior parte desse montante foi bloqueada ou recuperada. No entanto, na tarde deste domingo, o rombo residual estimado variava entre vinte milhões e quarenta milhões de reais.

Não houve acesso a contas de clientes e nenhum dado de correntista foi exposto”, afirmou o BTG Pactual em nota oficial enviada à imprensa.

Histórico de vulnerabilidades e o cerco ao Pix

Este episódio não é um fato isolado, mas parte de uma escalada de ataques contra provedores de serviços tecnológicos financeiros. Em junho de dois mil e vinte e cinco, a empresa C&M Software sofreu uma invasão que resultou no desvio de oitocentos milhões de reais. Mais recentemente, em setembro, a Sinqia também foi alvo, gerando perdas milionárias para instituições como o HSBC e a Sociedade de Crédito Direto Artta.

O padrão desses ataques sugere que os criminosos estão explorando as interfaces de conexão (APIs) entre as instituições e o Sistema de Pagamentos Instantâneos. Embora o Banco Central reforce que seus sistemas internos permanecem íntegros, a segurança das “pontas” — os bancos e seus fornecedores de software — tornou-se o principal flanco aberto.

Impactos institucionais e próximos passos

A suspensão das operações de Pix pelo BTG Pactual foi uma medida de precaução para estancar a saída de recursos e permitir uma auditoria completa nos servidores. Para o mercado, o impacto vai além do financeiro: coloca em xeque a resiliência operacional de um dos maiores bancos de investimento da América Latina.

A perspectiva para os próximos dias envolve uma pressão maior sobre o Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) para endurecer as exigências de cibersegurança para instituições que operam no Pix. O caso deve ser investigado pela Polícia Federal, que já atua nos inquéritos dos ataques às empresas de tecnologia ocorridos no ano passado.

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O BTG Pactual suspendeu o Pix após ataque hacker desviar milhões de reais das reservas do banco. Entenda o impacto e como o Banco Central reagiu à invasão.

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FONTE/CRÉDITOS: alan.alex@painelpolitico.com